Trigo - Brasil questiona tarifa diferenciada para farinha e grão de trigo cobrada pela Argentina
Data:
13/02/2008
Agricultores argentinos pagam 28% ao governo para exportar o trigo; da farinha é cobrado apenas 10% O trigo é um dos assuntos na reunião prevista para esta quarta, dia 13, em Buenos Aires, entre representantes do governo do Brasil e da Argentina. Os agricultores argentinos pagam 28% ao governo deles para exportar o trigo, enquanto que para exportar a farinha de trigo, a tarifa é de apenas 10%; prejudicando o mercado brasileiro. Nesta reunião, o Brasil deve questionar por que há essa diferença de tarifa entre o trigo e a farinha de trigo e solicitar uma medida compensatória. Neste período de entressafra, o Brasil depende ainda mais das importações para abastecer o mercado nacional. Na semana passada, a Câmara de Comércio Exterior autorizou a entrada de um milhão de toneladas de trigo de países de fora do Mercosul, com isenção da Tarifa Externa Comum (TEC). Esta cota pode entrar no Brasil até 30 de junho. A medida, segundo o empresário Lawrence Pih, dono da maior unidade moageira do país, é emergencial e não vai ser suficiente para regular o mercado. O que os moinhos reclamam é do custo de produção da farinha de trigo. De acordo com Luiz Martins, presidente deliberativo da entidade que representa as indústrias de trigo (Abritrigo), é preciso que haja mais articulação entre o Brasil e a Argentina, nossa principal fornecedora. Em sua opinião, um imposto de importação cobrado pelo Brasil, mesmo o país dependendo em 70% das importações para atender a demanda, ajudaria a equilibrar o mercado.