Mapa anuncia apoio para o arroz Governo federal disponibiliza R$ 400 milhões para leilões de PEP e Pepro, AGF e contratos de opção O governo federal irá liberar R$ 400 milhões para a política de apoio à comercialização do arroz a partir de abril. O montante, anunciado ontem pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em reunião em Brasília, irá para AGF, Contratos de Opção, PEP e Pepro. Do total de recursos, 85% serão destinados para o arroz gaúcho e 15% para o catarinense. A oferta total é de 1,42 milhão de toneladas do cereal. A proposta prevê até R$ 85 milhões para aquisição de 200 mil toneladas via AGF, R$ 215 milhões para contratos de opção (420 mil toneladas), e outros R$ 100 milhões para mecanismos de PEP e Pepro (800 mil toneladas). 'São importantes estes mecanismos para melhorar o preço pago ao produtor', apontou o deputado Luis Carlos Heinze, que intermediou as negociações. O primeiro dos leilões quinzenais de PEP e Pepro, no qual serão ofertadas 125 mil toneladas, está previsto para o dia 10 de abril. A expectativa é pela antecipação da data. 'Tendo em vista que o mercado já opera abaixo de R$ 22,00 em diversos municípios, como Itaqui, Palmares do Sul e Alegrete, queremos adiantar com urgência o início, garantindo a comercialização e dando sustentação ao mercado', afirma o vice-presidente de mercados da Federarroz, Marco Aurélio Tavares. Apesar da definição da data, o valor do prêmio ainda depende de estudo a ser elaborado pelo Mapa. A solicitação dos orizicultores é de R$ 7,00 para o PEP e R$ 2,00 para o Pepro. 'Caso o valor seja atendido, o mecanismo vai ter a liquidez que esperamos para dar o escoamento necessário', avalia Tavares. Conforme ele, os pleitos dos arrozeiros foram plenamente atendidos. 'Com isso, é disponibilizado ao produtor um amplo portfólio para atender às necessidades e para que cada um faça uma boa gestão de produção', avalia. Ele reforça que o anúncio é resultado do alinhamento das entidades, que, na semana passada, estiveram em Brasília negociando apoio do governo federal à comercialização da lavoura orizícola. Para o presidente da Câmara Nacional Setorial do Arroz e diretor da Farsul, Francisco Shardong, o anúncio contribuirá para a estabilização do valor da saca, que deve ficar em torno de R$ 23,00. 'O importante é o produtor não se afobar. O ideal é comercializar somente o necessário', afirma. Uma saída, cita ele, é a exportação.