Arroz - Exportações brasileiras de arroz atingem novo recorde
Data:
10/09/2008
O Brasil teve novo recorde histórico nas exportações de arroz. Segundo o diretor Comercial do Irga, Rubens Silveira, o volume ultrapassou 122 mil toneladas, base casca. E, no acumulado do ano agrícola (últimos seis meses) os resultados foram cerca de 400 mil toneladas, ou seja, 57% da meta prevista de 700 mil toneladas com crescimento de 153% sobre igual período do ano anterior. As exportações de arroz beneficiado tiveram destaque, com 177,6 mil toneladas, obtendo crescimento, aproximadamente, de 800% em relação ao igual período do ano anterior, conforme o gráfico ilustrado. Do total exportado no mês de agosto, o Rio Grande do Sul contribuiu com 83% das exportações através do Porto de Rio Grande. Em setembro de 2008, está prevista a conclusão das obras no Terminal de Exportação da Companhia Estadual de Silos e Armazéns – Cesa, o que permitirá maior agilidade na logística para as operações externas. Os principais destinos do produto brasileiro foram: Mauritânia com 23 mil toneladas e Senegal com 23,8 mil toneladas. Entre os destaques, está a abertura de mercado de Cuba com exportação de 32,2 mil toneladas de arroz beneficiado e a operação com a Venezuela de 17,3 mil toneladas de arroz em casca e 8 mil toneladas de arroz beneficiado. Para o assessor de mercado do Irga, Marco Tavares, o Brasil cada vez mais se consolida como importante player no mercado mundial, ampliando o seu importante portfólio de clientes. Desta forma, o país ganha mercados principalmente com o arroz beneficiado que além de agregar valor ao produto, é possuidor de uma qualidade diferenciada no competitivo mercado internacional. No caminho inverso, as importações atingiram apenas 45 mil toneladas em agosto o que corresponde a 37% do total das exportações. Nos últimos seis meses as importações alcançaram 228 mil toneladas, ou 38% da meta prevista de 600 mil toneladas anuais. O superávit, histórico, entre exportação e importação é de 170 mil toneladas, o que projeta para o ano safra consolidar esta tendência. Para Silveira, as exportações foram significativamente superiores nos últimos anos e as importações se reduziram. O cenário evidencia que o setor arrozeiro está atento ao que o mercado internacional pode oferecer. “Se as metas forem atingidas, o Brasil ficará entre os 10 maiores exportadores do mundo”, conclui.