As especulações de desaceleração na economia mundial derrubaram as cotações das commodities agrícolas pelo segundo pregão consecutivo. Os contratos do milho entrega para dezembro fecharam em 378 centavos de dólar o bushel (25,4 quilos), recuo de 3,1%. Nos últimos dois dias, a commodity acumula queda de 8,4%. Analistas explicam que a queda do petróleo reduz a demanda por etanol e proteínas. Como o milho é usado na produção do etanol e ração para animais, seria o mais impactado. Vinícius Ito, analista de commodities da Newedge, explica que o balanço das exportações americanas da última semana ficaram aquém das expectativas do mercado. "No caso da soja, os embarques somaram 896 mil toneladas. Mesmo sendo um bom número, o mercado ficou um pouco decepcionado", disse. A soja fechou com leve valorização (0,2%), cotada a US$ 9,06 o bushel (27,2 quilos). Mário Silveira, analista da FCStone, diz que o açúcar também acompanhou o mercado financeiro. "Mesmo uma safra com menos açúcar no Brasil e no mundo, o preço vai acompanhar o mercado financeiro. Mas foi o que perdeu menos". O contrato do tipo 11 ficou em 12,91 centavos de dólar a libra-peso (0,45 quilos), queda de 0,3%.