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Safra - Preço em queda não motiva importação
Data: 02/02/2009
 
A tonelada de ácido fosfórico será negociada a US$ 760 no mercado internacional durante todo o primeiro semestre de 2009. No ano passado, a cotação da matéria-prima fertilizante atingiu o pico de US$ 2,2 mil a tonelada. O novo preço foi definido entre a Índia - maior importador mundial - e a estatal marroquina Office Chèrifien Phosphates (OCP), maior produtora.

A negociação e a consequente fixação do preço do ácido fosfórico a esses níveis só teria sido possível graças ao "enxofre a custo zero" que será despejado nas minas de rochas fosfáticas de Morrocos, acreditam algumas fontes do setor. Representantes da OCP, estiveram no Brasil em janeiro e teriam garantido o preço do ácido fosfórico também às indústrias de fertilizantes do País, uma vez que pagariam apenas o frete do enxofre usado na fabricação do composto químico.

Contudo, nem a esse preço o ácido fosfórico marroquino é atraente no mercado doméstico. Estocadas com um volume quase três vezes maior que a quantidade armazenada habitualmente, as indústria brasileiras não vão tirar tanto proveito da cotação balizada pelo maior importador mundial. O diretor-executivo da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda), Eduardo Daher informa que sobraram em poder das empresas em 2008 entre 5,8 e 6,3 milhões de toneladas de fertilizantes.

Eduardo Daher informa que em janeiro apenas dois navios carregados de fertilizantes desembarcaram no Brasil. "E não existe previsão no line-up dos portos para novos desembarques até o final de março". Um dos navios que ancoraram por aqui trazia sulfato de amônio para abastecer a região Nordeste e o outro continha Uréia, destinada ao mercado do Sudeste. Até então o Brasil figurava no cenário internacional como o terceiro maior importador de fertilizantes.

Ainda segundo Daher, a Anda estima que as vendas de janeiro tenham alcançado 1,1 milhão de toneladas, cálculo baseado na carteira de pedido das empresas do setor. O volume é maior até mesmo que a quantidade negociada em dezembro, que não chegou a um milhão de toneladas. O diretor-executivo da Anda atribui a alta nas vendas à "queda nos preços dos insumos impulsionada sobretudo pela redução nas cotações dos nitrogenados derivados do petróleo", acredita Daher.

Em janeiro do ano passado 1,857 milhões de toneladas de adubos foram vendidas no mercado interno. "A quantidade vendida neste janeiro se aproxima daquela negociada no mesmo mês de 2006 e 2007. É mais um reflexo da crise do último trimestre, e que determina a volta da sazionalidade habitual média das vendas registrada nos últimos 15 anos", avalia Eduardo Daher. No período citado pelo diretor-executivo da Anda, o setor registrou média de vendas de 32% no primeiro semestre e 68% no segundo. "A exceção ficou por conta de 2008 quando houve uma grande antecipação de compras por parte do produtor", pondera.

A recuperação das vendas ensaiada no primeiro mês de 2008 passa pela reacomodação dos preços das commodities agrícolas e motiva a indústria fertilizante a projetar as vendas de 2009 nos mesmos patamares de 2008. "A variação pode ser de 1%, para mais ou para menos", calcula O representante do setor. "Será um ano de reposicionamento".

De acordo com levantamento da Anda, as importações de fertilizantes em 2008 acumularam queda em volume de 12,5%. O ritmo de produção também fechou o ano em baixa de 9,6%. Só a Vale produziu 41% menos potássio no último trimestre do ano. Já as entregas registraram retração de quase 9%, também de acordo com a Anda.


Fonte: Gazeta Mercantil
 
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