Milho - Sinalização de plantio com milho 20% menor no Paraná
Data:
11/09/2009
O contrato de novembro de 2009 para o milho na BM&F perdeu nesta semana o suporte de R$ 20/saca (Campinas/SP), oscilando nessa quinta-feira (10) ao redor de R$ 19,72/saca. Este vencimento vai lentamente recuando frente a uma paridade atual no porto brasileiro de apenas R$ 16,80/saca FOB. Ou seja, não há como descartar a possibilidade dos preços na bolsa brasileira continuarem recuando, na ausência de uma reversão nos níveis externos. O destaque é que os contratos de março e maio de 2010 apresentam um recuo acumulado um pouco menor.
O vencimento de maio de 2010, por exemplo, oscilou nessa quinta-feira ao redor de R$ 22,15/saca, o que ainda é sinalização de preços mais altos nas regiões produtoras do Brasil. Obviamente que esta sinalização está ancorada na possibilidade de mais uma grande queda de área plantada com milho neste próximo verão. Os negócios na BM&F para 2010 estão bem acima da paridade nos portos, significando a possibilidade dos consumidores arcarem com preços acima da paridade externa.
No Paraná, maior produtor nacional de primeira safra, as primeiras intenções de plantio demonstram a possibilidade da área plantada com milho recuar 20%. O plantio poderá ser o menor das últimas décadas, atingindo aproximadamente 1 milhão de hectares apenas. De qualquer maneira, o curto prazo para o mercado brasileiro permanece sob muito pessimismo. Nessa quinta-feira (10) o contrato de setembro de 2009 em Chicago fechou a US$ 121,65/tonelada (+ 1,3%), oscilando nos menores níveis desde novembro de 2006.
Nesta sexta-feira (11) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará um importante relatório mensal de oferta/demanda. Na média, as expectativas do mercado giram em torno da possibilidade de mais um reajuste na projeção de colheita nos Estados Unidos (EUA). No âmbito doméstico, parece questão de tempo para que o dólar rompa negativamente a barreira de R$ 1,80. Porém, a queda de área plantada no Brasil e na Argentina poderá alterar o panorama de preços para o primeiro semestre do próximo ano.
Fonte: FAEG - Federação da Agricultura do Estado de Goiás