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Trigo - Chuvas trazem prejuízos às plantações de trigo
Data: 14/09/2009
 
Não bastasse a instabilidade do mercado de trigo e a dificuldade de escoamento do cereal relativo à safra 2009/2008, os produtores gaúchos enfrentam agora problemas causados pelas chuvas em excesso. Apenas nos primeiros dias do mês de setembro, o índice pluviométrico da região de Passo Fundo alcançou 189 milímetros, volume considerado recorde ante a média mensal da região que não ultrapassa 200 milímetros. “Em agosto o volume de chuvas foi 100 milímetros superior aos padrões normais, o que gera alto índice de umidade, diminuindo o potencial produtivo da planta”, avaliou o assistente técnico da Emater de Passo Fundo, Luiz Ataídes Jacobsen.

Além da chuva, o período foi marcado pela ocorrência de fortes ventos acompanhados de granizo que causaram severos prejuízos para as lavouras. A situação é crítica já que as plantas se encontram em fase inicial de floração, período em que a ocorrência de condições adversas tende a prejudicar a polinização e a formação do grão. Caso a situação de umidade se mantenha, os problemas tendem a se agravar pela aparição de fungos nas lavouras. “A situação só não é mais grave porque as temperaturas têm se mantido baixas”, disse o especialista. Cerca de 27% das lavouras de trigo do Estado encontram-se agora em fase de espigamento e o restante em desenvolvimento vegetativo.

A quantificação dos prejuízos, só será possível daqui a alguns dias, uma vez que os sintomas só se manifestam depois de uma ou duas semanas.

A Emater-RS registrou uma redução de 11,5% da área de trigo no Estado. Não bastasse o clima, a dor de cabeça dos triticultores reside também nos baixos preços do produto praticado no mercado externo. “A tendência é de que os compradores busquem trigo de fora, que apresenta valores bem aquém do preço mínimo praticado no País”, diz o técnico. A preocupação com o escoamento da produção persiste e os produtores tendem a contar, a partir de agora, com os mecanismos de comercialização do governo federal.

As cotações no mercado interno também seguem bem abaixo das médias históricas, e na semana passada reduziu mais 1,23%, chegando a saca de 60 quilos a R$ 21,72 no Estado. Em muitos casos, o preço é meramente referencial, pois muitas cooperativas, assim como outros compradores, não estão adquirindo o produto ou o fazem de forma limitada.

O excesso de chuvas também tem preocupado os produtores de milho, cultura que se encontra em fase de plantio e que pode ser prejudicada pelo atraso na semeadura. Em determinadas zonas do Centro-Norte do Estado, algumas lavouras deverão ser replantadas, uma vez que sementes e adubos foram perdidos devido às enxurradas. A necessidade de reposição de insumos e de sementes, e de mais horas de trabalho, acaba aumentando o custo de formação das lavouras. Nesta época do ano, a área semeada de milho deveria estar em 31%, no entanto não ultrapassa 20%. “Ainda temos até o início de outubro para plantar com segurança. Depois dessa data a coisa efetivamente se complica, pois não pode coincidir com o plantio da soja”, explica Jacobsen. A Emater registrou a redução de 8,17% de área plantada de milho no Estado.


Fonte: Jornal do Comércio
 
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