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Geral - Medida ameaça Brasil, até mesmo na soja
Data: 19/01/2010
 
Ainda que não esteja claro como os Estados Unidos vão aumentar a produção para, então, elevar as exportações, o plano de ampliar sua participação no mercado do agronegócio é preocupante para o Brasil, principalmente se essa meta for cumprida à base de subsídios, avalia o presidente da Coamo, a maior cooperativa agrícola da América Latina, Aroldo Galassini. Ele considera que basta um momento de excesso de produção para que produtores de países como o Brasil enfrentem queda expressiva na renda, por causa da redução nos preços das commodities.

“O Brasil tem até mais condições de ampliar a produção que os EUA. Eles possuem bem menos áreas disponíveis. Mas, se houver subsídios, eles irão concorrer diretamente conosco. Não contamos com o mesmo tipo de apoio. E se os subsídios forem para exportar para a Europa ou países de demanda forte, teremos menos espaço. Qualquer aumento de produção é preocupante”, disse o executivo.

As exportações do agronegócio brasileiro renderam no último ano US$ 65 bilhões, 9,8% a menos do que em 2008, conforme o Ministério da Agricultura. A fatia do mercado que os EUA querem faturar é 53% maior que esse valor.

O plano de expansão já está em prática. Os EUA são líderes absolutos no milho e, mesmo na soja – grão em que o Brasil consegue competir em custo e produtividade –, avançam a passos largos. Nas últimas cinco safras, o Brasil manteve a média de exportação de 25 milhões de toneladas de soja, enquanto os EUA ampliaram seus embarques de 25 para 36 milhões de toneladas.

Para José Garcia Gasques, do Ministério da Agricultura (Mapa), que acompanha as discussões em Arlington, o Brasil precisa se preparar para um mercado ainda mais competitivo. A meta de ganhar posições no comércio mundial de soja e carnes, por exemplo, não considerava a ofensiva norte-americana, aponta. O Brasil pode ter de se reposicionar no mercado e nas relações diplomáticas comerciais, afirma. “Mas uma coisa é certa. Teremos que ser mais competitivos e caminhar para um agronegócio cada vez mais sustentável.”

Thomé Guth, da Conab, entende que a saída do Brasil é entrar no jogo. “A disputa por novos mercados ou pela demanda crescente dos compradores tradicionais será ainda mais dura.” Ele defende a intensificação das relações de comércio internacional, sejam elas bilaterais ou multilaterais, com um posicionamento mais firme do Brasil. Além disso, considera que é preciso enfrentar a precariedade da infraestrutura nacional.


Fonte: Gazeta do Povo
 
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